O SXSW 2026 reuniu debates sobre inovação, criatividade e comportamento. Durante a 40ª edição do festival, considerado o mais influente do setor, o head de learning da tm1, Eduardo Abreu, acompanhou sessões e conversas. A partir dessa imersão, a empresa reuniu dez insights sobre experiência de marca, cultura e comunidade.
Segundo a tm1, os aprendizados refletem mudanças na forma como marcas se conectam com pessoas. Além disso, apontam caminhos para estratégias baseadas em emoção, narrativa e participação.
Emoção orienta o design de experiências
De acordo com o festival, experiências começam pela emoção. Em vez de focar no produto, as marcas devem considerar o que desejam que o público sinta. O insight parte da sessão “Shaping Brand Relevance for a New Generation”.
Além disso, a abordagem indica que a emoção orienta decisões. Portanto, o design de experiências deve considerar sentimentos como ponto inicial.
Narrativas estruturam a cultura
Outro ponto abordado foi o papel do storytelling. Segundo a sessão “The Story of Stories”, histórias funcionam como infraestrutura cultural. Ou seja, não são apenas conteúdo.
Além disso, grande parte do conhecimento humano se forma por meio de narrativas. Por isso, marcas utilizam histórias para dialogar com o público.
Experiência gera memória de longo prazo
O festival também destacou a relação entre experiência e memória. A estratégia criativa da Disney parte da pergunta: “Que sentimento queremos provocar?”.
Assim, experiências deixam de ser ações momentâneas. Em vez disso, passam a construir memórias de longo prazo.
Criatividade depende de fricção
Outro insight aponta que a criatividade surge do atrito. A sessão “CTRL + ALT + Create” destacou que a tecnologia tentou eliminar barreiras.
No entanto, processos criativos dependem de fricção. Portanto, descoberta e conexão humana não ocorrem apenas com facilidade.
Sensorialidade influencia decisões
A abordagem multissensorial voltou ao centro das estratégias. Segundo “7 Lies People Tell Today (& the Brain Science to Beat Them)”, pessoas tomam decisões com base em sensações.
Assim, elementos como som, aroma e textura ativam a memória emocional. Consequentemente, experiências tornam-se mais eficazes.
Marcas participam de comunidades
Outro ponto relevante envolve o papel das marcas. Em vez de criar mundos próprios, elas passam a participar de comunidades já existentes.
De acordo com “Forget Moments Branding: Welcome to Worldbuilding”, marcas devem contribuir para conversas. Além disso, comunidades se formam por interesses compartilhados.
Creators atuam como coautores
O festival também destacou mudanças no papel dos creators. Segundo “The Participation Era”, criadores deixam de ser apenas mídia.
Agora, atuam como coautores das marcas. Além disso, constroem confiança por meio de narrativas consistentes.
Autoridade cultural se descentraliza
Outro insight aponta a descentralização da autoridade cultural. A sessão “The Creative Economy is Thriving” mostrou que influências não partem mais de instituições.
Hoje, o consumo cultural se distribui entre criadores e comunidades online. Portanto, a curadoria se torna mais ampla.
Comunidades redefinem consumo
A economia das comunidades também ganhou destaque. Segundo o estudo “Shortchanged: Gen Z, the Economy and Brands”, da Kantar, jovens compartilham decisões financeiras.
Assim, o consumo passa a ocorrer de forma coletiva. Além disso, redes de apoio influenciam escolhas.
Intuição segue no centro da criatividade
Por fim, o festival reforçou o papel da intuição. Mesmo com o avanço da Inteligência Artificial, o processo criativo começa de forma humana.
Como destacou Steven Spielberg na sessão “Human-Centered Sci-Fi and Filmmaking Practice”, criadores sentem antes de explicar. Portanto, a intuição permanece como motor da criação.
